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Você já foi perseguido? 1

Estava em um fim de tarde normal e tranquilo como qualquer outro. O sol lentamente se colocava ao outro extremo de nosso planeta, levando com ele a luz natural e de vida que ele tem. Estávamos em uma chácara, com muitas árvores, muita vida. Muitos jovens estavam ali para iniciar uma reunião rotineira, aulas ministradas por palestrantes convidados pela diretoria. Sentados no chão, conversávamos e compartilhávamos as nossas alegrias e o espírito de se viver em comunidade, aquele sentimento de viver em uma grande família nos tomava por completo.

Os relacionamentos nos uniam e nos fortaleciam a cada momento. Em nossas rodinhas, conversas sobre temas sobre os valores impostos sobre a sociedade, tais como o casamento e a importância desse relacionamento. Cheios de ideias e pensamentos borbulhantes na mente, uma vontade crescia em nossos corações, a de continuar a mostrar o amor de Deus ao necessitados, e isso não significava somente atender aos pobres e desfavorecidos pela sociedade, mas também aos ricos e burgueses que precisavam desse encontro com o real valor de toda existência.

Entramos no auditório e em um rápido minuto de silêncio para pedirmos a Deus a direção por mais aquela palestra. Notebooks conectados ao mundo nos acompanhavam enquanto estávamos em aula. Uma pequena televisão transmitia as últimas notícias sobre o mundo que queríamos tanto ajudar.

Em meio a empolgante aula, expandiu-se uma notícia bombástica em toda a mídia. Nosso país estava passando por uma mudança drástica no clima, que sorrateiramente ameaçava toda a vida na Terra. Especialistas entravam ao vivo em plantões dos noticiários, com teorias e mais teorias sobre tal fenômeno. Alguns diziam que seria o último dia na Terra, que o fim somava-se a apenas algumas horas a mais.

O desespero tomou conta de toda a sociedade, pessoas nas ruas carregando em seus braços seus filhos que choravam intensamente sem saber o que estava acontecendo. Ladrões quebravam vidraças das lojas no centro das cidades, cenas dignas de um filme de produção bilionária em Hollywood. Notícias corriam de que desamparados de esperança estavam pegando suas motos e armas, acelerando aos centros formadores de opiniões, ao centros de estudo da religião, e ceifando a vida de quem estivesse por lá.

A cada minuto a comunicação ficava pior, parece que a frequência das ondas invisíveis desapareciam aos ventos da tarde. Um certo desespero nascia em nossos corações e começava a nos tomar por inteiro. Nossos notebooks e smartphones já não se comunicavam com o mundo ao nosso redor, tornaram-se meros relógios que nos prendiam  pelo tempo.

Dois alunos tomaram a frente de nossa angústia e com uma unção divina nos direcionavam palavras de esperança e fé. Fizemos uma grande roda e começamos a pedir ao Deus do impossível, que tomasse conta de tudo. Andávamos em círculos, numa grande intercessão, nossas vozes ecoavam por todo aquele lugar.

A pequena televisão nos deixou tristes imagens antes de se perder e virar uma peso morto sem o sinal que dava a ela a vida. Sentados em nossas carteiras, ouvíamos o ritmo da natureza ao nosso redor, já que o terrível silêncio tinha imperado em nossos corpos. Perplexos com o que estaria por vir, em orações silenciosas feitas em nosso íntimo, buscava no fundo do coração forças para resistir a toda aquela cena.

Pouco a pouco, o dia ia caindo e ouvimos de longe o ronco dos motores das motos carregando sobre si aquelas pessoas que estavam levando a vida dos lugares em que passavam. O desespero começou a pairar absoluto, mas a medida que ele crescia, também crescia  em nós uma paz inexplicável e inacreditável. Os dois alunos que a minutos atrás nos alimentavam de esperança, agora já estavam em seus lugares assim como todos nós.

Sentados ali com aquelas explosões de sentimentos, ficamos a espera do que aquele grosso som nos trazia. Os escapamentos das motos gritavam como mil vozes reinando em um imenso vale. Aos poucos os motores se desligavam e passos firmes começavam a aparecer naquele cenário de detalhes sonoros. Pelas aberturas das janelas, víamos homens encapuzados, com braços fortes e grandes metralhadoras empunhadas.

Ao lado daquele auditório, uma sala menor para as crianças e alguns obreiros que ao início do dia ecoava vozes de alegria, músicas e gargalhadas, agora ecoava algumas lágrimas inocentes a tocar o chão. Os homens foram direto até aquela sala e em um ato inexplicável começaram a atirar e ao mesmo tempo que ouvíamos os sons dos tiros, ouvíamos o som das vozes das crianças indefesas a beira da morte.

Após terminarem com todas e todos os que ali estavam, em um banho de sangue puro, os homens iriam se dirigir ao auditório onde nós estávamos e…

Esse foi um sonho que tive em uma dessa noites. Ele acabou nesse instante, devido ao esforço tremendo de meu corpo se levantar e não deixá-lo continuar. Levantei-me e tremendo comecei a interceder por tudo isso que se passou. Não me recordava de tudo claramente, mas orava sem cessar andando de um lado ao outro. Meu irmão estava no quarto ao lado e chamei-o para ir a sala de nossa casa, onde estava meu pai realizando sua devocional diária. Fui ao banheiro lavar meu rosto e em seguida fui a sala e abri meu coração a eles sobre o que havia sonhado. E naquele momento surgiu o imenso sentimento de interceder por pessoas que são mortas por sua fé, que tem suas famílias e entes queridos torturados e queimados.

Estávamos ali conversando e eu em estado de choque, como se isso tivesse passado realmente comigo. Comecei a falar e iniciamos uma intercessão constante. Comecei a chorar sem parar com aquela inquietação e aperto no coração, como um trauma sofrido devido a uma situação extrema.

Oramos e depois de alguns vários minutos, comecei a me acalmar e fui a cozinha orar um pouco mais e buscar de Deus o que Ele queria me mostrar com aquele sonho. E a primeira coisa que ouvi é que eu devia falar e demonstrar aos outros esse sentimento que Ele permitiu que eu visse, para que juntos levantássemos uma grande corrente de suporte a esses nossos irmãos em Cristo.

Sei que isso foi apenas uma orientação sobre uma parte do sonho. o resto ainda é um mistério para mim, mas já se levantou uma grande questão, o apoio em orações aos missionários e irmãos de fé que estão passando todos os dias por essa tensão. Peço a todos vocês que leram esse post, que possam junto comigo e tantos outros, levantar um clamor incessante. Que nós também oremos pelo nosso país, que nós não deixemos que o inimigo tome essa liberdade de adorar livremente ao Deus criador dos céus e terra.

Não fuja da batalha, essa guerra também é nossa. Faça a sua parte e não fuja daquilo que Deus te chamou, seja orar em sua poltrona, ou estar na linha de frente de uma igreja preste a ser incendiada pelo governo contrário a Deus.

Não fique esperando algo acontecer para você tomar uma atitude, comece já, não perca tempo. Missão também é mudar quem está do seu lado.

Uma reflexão e alerta de seu irmão em Cristo.
Eliabe Lima

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  1. Vandir Lima disse:

    Olá todos, essa experiência foi muito importante para nós. É urgente o dever de orar pelos missionários, aqueles que fazem o obra do Senhor em lugares áridos e com perseguições. Que Deus nos ajude nessa jornada.
    Pr. Vandir Lima

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